Tormenta: quando o caos expõe nossos medos mais viscerais

Sabe aquela sensação de estar preso em um lugar fechado, com pessoas que você não conhece direito, e de repente perceber que alguém ali é um assassino? O coração acelera. O olhar fica desconfiado. Cada palavra, cada gesto, cada movimento parece esconder uma ameaça. Você quer sair, mas não pode. A porta está trancada. A tempestade lá fora é mortal. E o pior: você não sabe em quem confiar.

Agora, imagina isso multiplicado por três.

Três cenários diferentes. Três grupos isolados. Três assassinos à solta. E uma nevasca implacável que transforma cada respiro em uma luta pela sobrevivência.

Tormenta, de C.J. Tudor, é exatamente isso. Publicado no Brasil pela Editora Intrínseca em janeiro de 2025, o livro é uma mistura explosiva de terror psicológicosuspense de mistério e ficção científica pós-apocalíptica . A autora britânica, conhecida por sucessos como O Homem de Giz e Garotas em Chamas, decidiu sair da zona de conforto e entregar algo diferente — e acertou em cheio .

Mas o que faz de Tormenta um livro tão especial? Por que ele já está sendo comparado aos melhores trabalhos de Stephen King? E, mais importante: você tem estômago para encarar essa tempestade de horror?

Vamos entrar nesse mundo congelado. Mas, se me permite um conselho: agasalhe-se bem. Porque lá fora, o frio não é a única coisa que mata.

Tormenta
Crédito: Editora Intrínseca

O que é que tem dentro dessas páginas? (três pesadelos em um)

A premissa de Tormenta é simples na superfície, mas genialmente complexa na execução. Três grupos de pessoas estão presos em três lugares diferentes, todos isolados por uma nevasca histórica que parece ter engolido o mundo. Cada grupo tem um assassino em seu meio. E, de alguma forma, todos estão conectados a um lugar misterioso chamado “O Refúgio” .

O livro alterna entre os pontos de vista de HannahMeg e Carter — três protagonistas que, à primeira vista, não parecem ter nada em comum. Mas, como todo bom thriller, as peças vão se encaixando. E quando o quadro completo se revela, você vai ficar com a boca aberta .

Hannah: a estudante de medicina presa em um ônibus acidentado (com segredos que ela não pode contar)

Hannah acorda em uma carnificina. Metais retorcidos, vidros estilhaçados, corpos ensanguentados. O ônibus escolar em que ela e outros alunos de uma universidade particular estavam saiu da estrada durante uma evacuação de emergência. Agora, ela está presa dentro do veículo tombado, com poucos sobreviventes, sem sinal de celular e com uma nevasca que só piora lá fora .

Os outros sobreviventes são um grupo heterogêneo: estudantes ricos, alunos bolsistas, professores. Alguns feridos. Todos assustados. Todos desconfiados. Porque, entre eles, há alguém que não é quem diz ser. E há alguém disposto a matar para manter seus segredos .

Hannah não é uma protagonista comum. Ela é uma estudante de medicina, o que a torna naturalmente útil em uma situação de emergência. Mas sua utilidade também é sua maldição: ela sabe demais. Sabe o que aqueles ferimentos significam. Sabe que alguns sobreviventes já estão infectados por um vírus mortal. E sabe que, se revelar o que sabe, pode causar pânico — ou pior, ser abandonada para morrer .

Aos poucos, vamos descobrindo o passado de Hannah. Sua conexão com o vírus que devastou o mundo. Sua relação com o pai. As escolhas que ela fez e que agora a assombram. E, em meio a tudo isso, a pergunta que não quer calar: ela está presa no ônibus por acaso ou alguém a colocou ali propositalmente? 

Meg: a ex-policial que acorda em um teleférico parado (sem memória de como chegou lá)

Se a situação de Hannah já é desesperadora, a de Meg é ainda pior.

Ela acorda em um teleférico suspenso no meio das montanhas, com cinco estranhos e nenhuma lembrança de como foi parar ali. O teleférico está parado. O frio é cortante. A nevasca lá embaixo é tão intensa que não dá para ver o chão. E, para piorar, há um corpo entre eles — um homem morto, com uma expressão congelada de terror no rosto .

Meg é ex-policial. Sua mente treinada começa a funcionar mesmo em meio ao pânico. Ela percebe que algo está errado. Muito errado. Os outros passageiros não são quem dizem ser. O destino, um lugar chamado “O Refúgio”, parece mais uma armadilha do que uma salvação. E alguém no teleférico empurrou aquele homem para a morte — ou talvez tenha sido mais de um .

O que torna a jornada de Meg tão fascinante é sua memória fragmentada. Ela não lembra como entrou no teleférico. Não lembra quem são aquelas pessoas. Não lembra por que está fugindo. Mas, aos poucos, flashes de seu passado como policial, de seu envolvimento com o vírus e de sua relação com uma figura misteriosa vão emergindo. E quando a verdade finalmente se revela, ela é tão chocante que você vai precisar reler o parágrafo .

Meg é, em muitos aspectos, a âncora emocional do livro. É através de seus olhos que entendemos o horror do vírus, o desespero dos sobreviventes e a crueldade de um mundo que perdeu todas as regras.

Carter: o homem que vive em um chalé isolado (e que guarda um monstro no porão)

Carter é o terceiro vértice desse triângulo de horror. Ele está em um chalé de esqui abandonado, nas montanhas, junto com um pequeno grupo de sobreviventes. Eles se autodenominam “Os Retirantes” e vivem de forma precária, fabricando vacinas contra o vírus em troca de suprimentos básicos .

Carter não é um herói. Ele é um sobrevivente. E sua sobrevivência tem um preço. Anos atrás, ele foi encontrado quase congelado até a morte por um homem chamado Miles. Miles o trouxe para o chalé, curou suas feridas (que incluíam necrose facial severa), e lhe deu um lugar para ficar. Em troca, Carter ajuda a manter o chalé funcionando — e a manter trancado o que está no porão .

O que está no porão? Você não vai acreditar quando descobrir.

O chalé é um lugar de tensão constante. O gerador está falhando. A comida está acabando. A confiança entre os membros do grupo está se esgarçando. E lá fora, na escuridão da nevasca, há coisas que rondam. Coisas que costumavam ser humanas. Coisas que os sobreviventes chamam de “Assobiadores” .

Carter é o personagem mais enigmático do livro. Seu passado é um mistério. Suas motivações são ambíguas. E sua aparência física — com parte do rosto congelada e necrosada — é tão chocante quanto reveladora . Conforme o chalé começa a desmoronar por dentro e por fora, Carter precisa decidir em quem confiar. Porque, no grupo dele também, há um assassino.

C.J. Tudor: a discípula de Stephen King que aprendeu a voar sozinha

Se você acompanha o mercado editorial nos últimos anos, sabe que C.J. Tudor dispensa apresentações. A autora britânica, nascida em Salisbury e criada em Nottingham, explodiu em 2018 com O Homem de Giz, um thriller de mistério que vendeu milhões de cópias ao redor do mundo e foi comparado, na época, às obras de Stephen King .

Desde então, Tudor já publicou O Que Aconteceu com AnnieAs Outras PessoasGarotas em Chamas e a coletânea de contos Onze Portas para a Escuridão. Mas, em Tormenta, ela decidiu fazer algo diferente. Algo mais ousado.

Em entrevista à CNN, a autora explicou sua motivação: “Eu queria escrever algo diferente do que minhas histórias de mistérios em cidades pequenas. Eu queria ir mais para o terror, levemente apocalíptico, e tive essa ideia de um mistério em um local fechado. Comecei pensando em um teleférico com um cadáver e isso meio que expandiu para esses três cenários em Tormenta” .

A ideia do livro surgiu em 2019, antes da pandemia de Covid-19. Mas Tudor só conseguiu escrevê-lo em 2021, depois de ter perdido o pai durante o período de isolamento. Esse contexto, inevitavelmente, acabou influenciando a obra: “Eu consegui incorporar muitas coisas do que todos nós passamos durante aquele período, então estava de alguma forma estranhamente presente mesmo” .

O resultado é um livro que não apenas homenageia os mestres do terror — King, Herbert, Lovecraft — mas também encontra sua própria voz. Como uma resenha apontou, Tudor é “a melhor discípula de King no seu começo de carreira que já li” . Mas, em Tormenta, ela prova que pode andar com as próprias pernas. E que suas pernas são tão firmes quanto as do mestre.

O que o livro faz de melhor (e por que ele vai grudar na sua cabeça)

Tormenta é uma montanha-russa de emoções. É tenso, é claustrofóbico, é violento, é emocionante. E, acima de tudo, é imprevisível.

A atmosfera claustrofóbica que te sufoca (e você vai adorar)

Uma das coisas mais impressionantes em Tormenta é como Tudor consegue criar uma atmosfera opressiva sem recorrer a elementos sobrenaturais. O frio, a neve, o vento — tudo isso é descrito de forma tão vívida que você sente o calafrio na espinha. Os cenários são claustrofóbicos por natureza: um ônibus tombado, um teleférico suspenso, um chalé isolado. Não há para onde fugir. E essa falta de saída é o que torna a tensão insuportável .

Uma leitora descreveu a experiência como “angustiante e opressiva” . Outra disse que “a sensação de perigo iminente está sempre ali, no ar” . É exatamente isso. Tudor não te dá trégua. A cada página, algo novo ameaça os personagens. E, quando você acha que eles finalmente estão seguros, a bomba explode de novo.

As reviravoltas que você não vê chegando (e o final que vai te deixar sem palavras)

Tormenta é um livro que se orgulha de suas reviravoltas. E, acredite, elas são de explodir a cabeça.

Uma resenha do site Idris Brasil descreveu a experiência: “Quando comecei a ler, fiquei um pouco perdida porque os 3 personagens não estão no mesmo lugar e sequer parecem se conhecer. Por todo terço inicial do livro, fiquei realmente sem entender onde tudo iria se unir, mas, quando a revelação veio, minha cabeça quase explodiu” .

Outra resenha, do blog Perdida na Lua Cheia, destacou: “A trama é intrincada e o suspense psicológico se mistura com elementos de terror e ficção científica em que a atmosfera claustrofóbica e opressiva cria a sensação de perigo iminente. As reviravoltas são inesperadas e me deixaram sem fôlego” .

Há quem diga que o final é um pouco forçado demais . Uma leitora do NetGalley comentou: “O final salvou tudo para mim. Muito bem feito. Só desejo que o livro inteiro fosse tão empolgante quanto os últimos capítulos” . Outra leitora, do Skoob, foi mais crítica: “Eu estava gostando bastante do livro, até as mirabolantes reviravoltas finais… Então fiquei na dúvida se gostei ou não gostei” .

Mas o consenso geral é que, mesmo com algum exagero, o final de Tormenta é memorável. E, para um thriller, isso é o que importa.

A crítica social que dói porque é real

Por baixo do sangue e do horror, Tormenta é uma crítica mordaz à sociedade contemporânea. O vírus que devastou o mundo — e que os personagens chamam de “A Maldição” — é uma metáfora óbvia para a pandemia que vivemos . Mas Tudor vai além.

Ela explora temas como:

  • A desconfiança entre as pessoas em tempos de crise. Quem está do seu lado? Quem está mentindo? Quem está pronto para te apunhalar pelas costas?
  • A fragilidade da moralidade quando a sobrevivência está em jogo. Até onde você iria para se salvar? O que você faria com os outros se soubesse que eles podem te infectar?
  • A desumanização do outro. Os Assobiadores — as pessoas infectadas que perdem a fala, ganham uma pele translúcida e se tornam violentas — são uma metáfora perturbadora para o que acontece quando a sociedade começa a tratar os doentes como “monstros” .

Uma leitora resumiu bem: “A autora levanta uma questão bem desagradável: até onde iríamos para sobreviver e o que realmente importa quando tudo está em jogo?” . É isso. Tormenta não é apenas sobre um vírus. É sobre a gente.

A coragem de matar personagens (e de chocar o leitor)

Uma das marcas registradas de Tudor é sua falta de piedade com os personagens. Em Tormenta, isso fica ainda mais evidente. Ninguém está seguro. Nem os protagonistas. E quando um personagem querido morre — e eles morrem, porque Tudor é cruel — você sente como se tivesse perdido um amigo.

Uma resenha do Publisko destacou: “O mais impressionante é a coragem da autora em eliminar personagens importantes sem hesitação, o que aumenta ainda mais o suspense e a imprevisibilidade da trama” .

Isso cria uma sensação de vulnerabilidade constante. Você nunca sabe quem vai morrer na próxima página. E isso te mantém vidrado, virando as páginas com o coração na mão.

O que pode te incomodar (e é bom saber antes)

Tormenta não é um livro para todos. É bom que você saiba no que está se metendo.

A violência extrema e os gatilhos (são muitos)

O livro contém cenas explícitas de:

  • Violência física e assassinato (muitos, e descritos com detalhes)
  • Mutilação e necrose (Carter tem parte do rosto congelada, e a descrição é chocante)
  • Abuso sexual (uma cena em particular foi criticada como “desnecessária e apenas para choque” por um leitor do Goodreads)
  • Violência contra animais (os Assobiadores atacam tudo o que se move)
  • Gordofobia (um leitor do Goodreads apontou que há “um pouco de gordofobia” no livro)
  • Violência psicológica e manipulação

Uma leitora do NetGalley alertou: “Definitivamente verifique os gatilhos se você tiver algum e for sensível a gore” . Outra leitora disse simplesmente: “Há bastante horror corporal” .

Se você é sensível a esses temas, talvez seja melhor deixar este livro para outra hora. Mas, se você já conhece o estilo de Tudor e está preparado para o desconforto, vai encontrar ali uma obra que não vai te largar tão cedo.

O ritmo do começo e a confusão de POVs

Muitos leitores apontaram que o começo de Tormenta é confuso. Três POVs, três cenários, nenhuma conexão aparente. É fácil se perder.

Uma resenha do NetGalley disse: “Não vou mentir, foi um pouco difícil acompanhar o que estava acontecendo no começo. Vários grupos de pessoas espalhados por vários locais, e era difícil manter o controle” .

Outro leitor, do blog Lengthorn’s Blog, disse: “Eu gostei bastante da primeira metade do livro, mas depois senti que ficou um pouco monótono e óbvio” .

Se você não tem paciência para narrativas não lineares, pode sentir um pouco de impaciência. Mas, como a maioria dos leitores atesta, quando as peças começam a se encaixar, a leitura flui como um foguete.

As semelhanças com a pandemia (que podem ser desconfortáveis)

Tormenta foi concebido antes da Covid-19, mas publicado depois. E a semelhança entre o vírus do livro e a pandemia real é, no mínimo, desconfortável. Máscaras, isolamento, vacinas, antivacinas, colapso do sistema de saúde — tudo isso está lá .

Uma leitora do NetGalley admitiu: “Não percebi que este era um livro sobre pandemia, e ainda estamos muito perto daquele período da vida, então me senti estranha lendo livros como este que tinham muitas coisas da vida real” .

Outra leitora, no Skoob, disse: “É bastante baseado na cena do Covid com as infecções, as vacinas, os antivacinas e assim. Bastante bom, retrata a verdadeira face das pessoas” .

Se você ainda está processando o trauma coletivo da pandemia, este livro pode ser um gatilho. Mas, se você está pronto para enfrentar essas memórias de frente, Tormenta oferece uma catarse poderosa.

As adaptações e o futuro de Tormenta

Se você gostou do livro, tenho uma boa notícia: Tormenta já foi adquirido para ser adaptado para a televisão. A produtora responsável é a mesma que adaptou Garotas em Chamas para a Paramount, e a autora já declarou estar animada com o projeto: “Será incrível ver isso nas telas, especialmente por causa da natureza do livro e a revelação que acontece no final, que é muito desafiadora de fazer na TV” .

Enquanto a adaptação não chega, você pode ler os outros livros de Tudor publicados no Brasil: O Homem de GizO Que Aconteceu com AnnieAs Outras PessoasGarotas em Chamas e Onze Portas para a Escuridão . Todos pela Intrínseca.

O que os leitores estão achando

As avaliações de Tormenta são, em sua maioria, entusiásticas — com algumas ressalvas.

No Publisko, o livro recebeu 4,5 estrelas . Uma leitora escreveu: “Confesso que iniciei essa leitura com os dois pés atrás, já que minha experiência anterior com outra obra da autora não havia sido das melhores. No entanto, fui surpreendida positivamente” .

No Skoob, as avaliações são mistas, mas majoritariamente positivas. Uma leitora disse: “Intrigante, acelerado e cheio de reviravoltas. Meu primeiro livro da C.J. Tudor não podia ter sido melhor!” . Outra leitora, no entanto, criticou o final: “Para mim, um dos livros mais marromenos da autora que tinha potencial para ser o melhor livro dela” .

No NetGalley, a média é de 3,5 estrelas . Uma leitora resumiu: “Muito sangrento, muito deprimente, muito de tudo. Mas o final foi bem feito” .

O consenso parece ser: Tormenta é um livro que prende, que choca e que surpreende. Não é perfeito — tem momentos de confusão, de exagero e de ritmo irregular —, mas é, nas palavras de uma leitora, “uma leitura sensacional que superou todas as expectativas” .

A edição da Intrínseca: o que você precisa saber

Tormenta está disponível no Brasil pela Editora Intrínseca em formato brochura, com 336 páginas e tradução de Thaís Britto . A capa é lindíssima, com uma ilustração que captura perfeitamente a atmosfera gelada e opressiva do livro.

O livro foi lançado em janeiro de 2025 e já figura entre os mais vendidos da Amazon Brasil. A classificação indicativa é 18 anos — e é para levar a sério.

Para quem é (e para quem não é) este livro

Recomendado para:

  • Fãs de C.J. Tudor que querem ver a autora explorando novos territórios — e acertando em cheio
  • Leitores de terror psicológico que apreciam narrativas claustrofóbicas, com múltiplos pontos de vista e reviravoltas surpreendentes
  • Quem gosta de histórias sobre pandemias e colapso social — o livro é um prato cheio para fãs de A Dança da Morte e O Conto da Aia
  • Fãs de Stephen King — Tudor é frequentemente comparada ao mestre, e este livro mostra por quê
  • Leitores que não têm medo de sangue, violência e personagens moralmente ambíguos

Não recomendado para:

  • Pessoas sensíveis aos gatilhos mencionados — violência, abuso, gore, gordofobia
  • Leitores que preferem narrativas lineares e de ritmo acelerado desde o início — o começo é mais lento e confuso
  • Quem ainda está processando o trauma da pandemia de Covid-19 — as semelhanças podem ser desconfortáveis
  • Leitores que se incomodam com finais abertos ou controversos — o desfecho divide opiniões

Veredito final: uma tempestade de horror que vale a pena enfrentar

Tormenta não é o livro mais fácil de C.J. Tudor. Não é o mais linear, não é o mais confortável, não é o que você vai ler para relaxar antes de dormir. É o oposto disso.

É um livro que te arrasta para um mundo congelado, te prende em três pesadelos simultâneos e não te solta até a última página. É um livro sobre o pior que há no ser humano — a desconfiança, a crueldade, a vontade de sobreviver a qualquer custo. Mas é também, paradoxalmente, um livro sobre a esperança: sobre a possibilidade de, mesmo no meio do caos, ainda existir bondade. E sobre a necessidade de, mesmo quando tudo parece perdido, continuar lutando.

Uma leitora resumiu bem: “Tormenta é um thriller viciante que me prendeu desde o início, me fez formular inúmeras possibilidades, e me remeteu à pandemia pela qual o mundo passou recentemente. A escrita de Tudor é fluida e envolvente, com reviravoltas inesperadas que me deixaram sem fôlego, bem como seu final impactante” .

Então, se você está disposto a encarar, vai em frente. Separa um fim de semana, prepara um chocolate quente (mas não toma muito, porque o livro vai te dar ânsia), e se prepara para uma jornada. E, quando terminar, me conta: qual dos três cenários foi o mais aterrorizante para você?


Ficha Técnica:

ItemInformação
TítuloTormenta
Título OriginalThe Drift
AutoraC.J. Tudor
EditoraIntrínseca
TraduçãoThaís Britto
Páginas336
Ano2025 (original: 2023)
ISBN-108551013157
ISBN-13978-8551013151
GêneroTerror Psicológico / Suspense / Ficção Científica Pós-Apocalíptica
FormatoBrochura
Classificação etária18 anos

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