The Uncanny Counter: Caçadores de Demônios Disfarçados de Cozinheiros

Imagine um restaurante de macarrão aparentemente comum, localizado numa cidade sul-coreana de porte médio, onde os garçons e cozinheiros são, na verdade, caçadores de espíritos malignos com poderes sobre-humanos. Esse é o ponto de partida de The Uncanny Counter, o dorama que chegou ao canal OCN em novembro de 2020 e se tornou, em pouco tempo, a série de maior audiência da história da emissora — uma proeza não trivial para um canal especializado em thriller e fantasia que já havia produzido obras de referência do K-drama moderno.

Com uma premissa que mistura o sobrenatural com o cotidiano de forma refrescantemente descomplicada, a série conquistou um público fiel que a descreveu, com frequência, como viciante, emocionante e inesperadamente emotiva.

Baseada no webtoon Amazing Rumor (경이로운 소문), de Jang Yi, publicado na plataforma Daum Webtoon a partir de 2018, The Uncanny Counter conta a história de um grupo de pessoas comuns que abrigam espíritos do além — chamados de parceiros Yung — e recebem deles habilidades especiais para caçar demônios que escaparam do mundo dos mortos em busca de vida eterna.

A cobertura é perfeita: um restaurante de macarrão no subúrbio, onde os Counters trabalham de avental enquanto monitoram a cidade em busca de espíritos malignos disfarçados de humanos. Parece absurdo. Funciona de um jeito que surpreende a todos.

O que distingue The Uncanny Counter de outras produções de fantasia do K-drama não é apenas a criatividade de sua cosmologia sobrenatural, mas a capacidade de equilibrar sequências de ação intensa com momentos de humor orgânico, afeto genuíno entre os personagens e uma crítica social que emerge naturalmente da narrativa sem nunca parecer forçada.

É uma série sobre demônios que, no fundo, é sobre o que nos torna humanos — e sobre as estruturas de poder que tornam a vida humana mais ou menos suportável para diferentes pessoas.

The Uncanny Counter
Crédito: Netflix

Do Webtoon à Tela: a Origem da Série

O webtoon Amazing Rumor, de Jang Yi, estreou na Daum Webtoon em agosto de 2018 e rapidamente acumulou uma base de leitores entusiastas, atraídos pela sua mistura de ação sobrenatural e comédia situacional. A obra estabelece um universo mitológico próprio — com regras claras sobre os níveis de poder dos espíritos malignos, a natureza dos parceiros Yung e o processo de recrutamento dos Counters — que a adaptação televisiva expandiu e aprofundou com sucesso.

O trabalho de adaptação ficou a cargo da roteirista Yeo Ji-na, responsável por transformar o material do webtoon numa narrativa de dezesseis episódios com arcos de personagem coesos e um ritmo que raramente perde o fôlego.

A produção foi anunciada em julho de 2020, com confirmação do elenco principal. A primeira leitura de roteiro ocorreu em outubro do mesmo ano, e a série estreou em 28 de novembro de 2020, exibida aos sábados e domingos no horário das 22h30 no OCN. Cada episódio foi disponibilizado internacionalmente na Netflix logo após a exibição televisiva, o que garantiu à série uma audiência global desde os primeiros episódios.

A direção ficou a cargo de Yoo Sun-dong, que equilibrou com habilidade o tom lúdico das cenas cotidianas no restaurante com a intensidade das sequências de combate — uma tarefa que exigiu precisão técnica e sensibilidade narrativa em doses iguais.

O resultado superou todas as expectativas. O primeiro episódio registrou uma média de 2,7% de audiência nacional — número expressivo para um canal a cabo — e os índices cresceram episódio a episódio, tornando The Uncanny Counter a série mais assistida da história do OCN.

O sucesso foi suficientemente robusto para garantir uma segunda temporada, que estreou em 2023 pelo canal tvN, e para consolidar a série como uma das propriedades intelectuais mais amadas do K-drama contemporâneo.

A Cosmologia dos Counters: Como Funciona o Universo da Série

The Uncanny Counter
Crédito: Netflix

O mundo Yung e os espíritos malignos

Para entender The Uncanny Counter, é essencial compreender sua mitologia interna. Segundo a série, existe um plano entre a vida e a morte chamado Yung — um espaço onde as almas residem enquanto aguardam a passagem definitiva. Algumas dessas almas, os espíritos Yung, desenvolvem a capacidade de se conectar com humanos vivos que se encontram em estado de coma — pessoas cuja alma permanece no limiar entre os dois mundos.

Ao se fundirem com esses humanos, os espíritos Yung cedem a eles habilidades sobre-humanas, e juntos passam a atuar como Counters: caçadores autorizados pelo plano espiritual a capturar os espíritos malignos que escaparam para o mundo dos vivos.

Os espíritos malignos — chamados em coreano de akgwi (악귀) — são classificados em níveis de poder crescente, do nível 1 ao nível 4, sendo os de nível superior extraordinariamente perigosos. Eles se apossam de corpos humanos e os utilizam para acumular poder, riqueza e influência — frequentemente infiltrando-se em estruturas de poder político e econômico para garantir sua sobrevivência.

A série usa essa dinâmica com inteligência narrativa: os demônios mais poderosos da história são, quase sempre, aqueles que encontraram nos corredores da elite coreana o ambiente perfeito para prosperar.

A disfarce do restaurante Eonni’s Noodles

A base de operações dos Counters é o restaurante Eonni’s Noodles — um estabelecimento real, funcional e genuinamente popular no bairro onde operam. A escolha do disfarce não é acidental: o restaurante de macarrão é um dos espaços mais cotidianos e acessíveis da cultura urbana coreana, frequentado por todos os estratos sociais.

Que os caçadores de demônios trabalhem atrás de um balcão servindo tigelas fumegantes é, ao mesmo tempo, um recurso de humor situacional e uma declaração temática sobre a invisibilidade dos que fazem o trabalho mais importante enquanto o mundo não presta atenção.

O Enredo: Um Adolescente, Quatro Counters e uma Cidade Infestada

A chegada de So Mun

A trama da primeira temporada acompanha So Mun (Jo Byeong-kyu), um adolescente de dezoito anos que perdeu os pais num acidente de carro misterioso quando era criança e ficou com sequelas físicas na perna. Criado pelos avós com os quais tem uma relação de afeto profundo, So Mun é um estudante do ensino médio que carrega uma combinação de tristeza contida e vitalidade irreprimível.

Quando o Counter Jang Cheol-joong é morto em batalha por um espírito maligno de nível 3, sua parceira Yung, Wi-gen, precisa urgentemente de um novo hospedeiro. Ela é inexplicavelmente atraída para So Mun — que, apesar de não estar em coma no sentido clínico, existe num estado limiar que Wi-gen reconhece como adequado.

A fusão entre So Mun e Wi-gen desperta nele poderes que ele inicialmente não compreende: força e velocidade sobre-humanas, capacidade de perceber a presença de espíritos malignos, habilidade de criar barreiras de proteção.

A jornada até o restaurante Eonni’s Noodles — onde os outros Counters já operam — é conduzida com o humor característico da série: So Mun chega sem entender nada, os colegas o recebem com uma mistura de desconfiança e afeição, e a dinâmica de grupo começa a se estabelecer com a naturalidade de uma família improvisada que foi juntada pelo destino.

A investigação e o inimigo por trás das sombras

Enquanto aprende a usar seus poderes e se integra ao grupo, So Mun começa a investigar o acidente que matou seus pais — e as pistas levam progressivamente para uma conexão entre esse evento passado e os espíritos malignos que os Counters enfrentam no presente.

O antagonista central da primeira temporada é Ji Cheong-sin (Choi Kwang-il), um espírito maligno de nível superior que se abrigou no corpo de um homem de negócios influente e usa sua posição para bloquear sistematicamente as investigações dos Counters. Ao redor dele orbita uma rede de corrupção que envolve políticos locais, policiais comprados e uma megaoperação de requalificação urbana cujos verdadeiros beneficiários são espíritos, não humanos.

Esse eixo narrativo — a investigação de So Mun sobre o passado entrelaçada com a missão presente dos Counters — é o que confere à série sua coesão dramática. Cada episódio avança em múltiplas frentes: a ação sobrenatural dos confrontos com espíritos malignos, o desenvolvimento afetivo dos personagens, a investigação policial paralela e o crescimento pessoal de So Mun como Counter e como pessoa. O ritmo é consistente e raramente se perde, uma qualidade que os espectadores identificaram como uma das principais virtudes da primeira temporada.

Os Personagens: Uma Família Encontrada

The Uncanny Counter
Crédito: Netflix

Jo Byeong-kyu como So Mun

Jo Byeong-kyu, que havia conquistado atenção em produções menores, usa The Uncanny Counter para se estabelecer definitivamente como um dos atores jovens mais completos do K-drama. So Mun exige um espectro amplo de registros — do humor físico das primeiras cenas de treinamento ao luto contido pela perda dos pais, passando pela raiva crescente quando descobre a verdade sobre o acidente.

Byeong-kyu transita por todos esses estados sem costuras visíveis, e sua capacidade de chorar de forma devastadoramente convincente tornou-se um dos elementos mais comentados da série. A cumplicidade que ele estabelece com os atores que interpretam seus avós — figuras centrais no seu arco emocional — é um dos pontos altos do dorama.

Kim Se-jeong como Do Ha-na

Kim Se-jeong — que o público conhecia principalmente como integrante do grupo de K-pop Gugudan antes de consolidar sua carreira como atriz — entrega em Do Ha-na uma das personagens femininas mais bem construídas do K-drama de ação desse período.

Ha-na tem a habilidade de rastrear espíritos malignos à distância e de ler memórias através do toque — um poder que tem tanto peso tático quanto emocional. A atriz constrói a personagem com uma mistura de frieza competente e vulnerabilidade silenciosa que vai sendo revelada progressivamente, e as cenas de ação em que Ha-na opera são executadas com convicção física notável.

Yeom Hye-ran como Choo Mae-ok

Choo Mae-ok, interpretada por Yeom Hye-ran, é a cozinheira do restaurante e a Counter com poderes de cura — ela pode reparar danos físicos causados por espíritos malignos tanto em humanos quanto em seus colegas. Mas é como personagem que ela se destaca: Mae-ok passou décadas procurando o filho que perdeu quando entrou em estado de coma e foi recrutada como Counter, e esse arco de busca e separação confere a ela uma profundidade emocional que âncora muitos dos momentos mais comoventes da série.

Yeom Hye-ran é uma das atrizes mais experientes do elenco e usa essa experiência para criar uma presença maternal que o grupo inteiro orbita.

Yoo Jun-sang como Ga Mo-tak

Ga Mo-tak (Yoo Jun-sang) é o Counter com força física extraordinária — capaz de dobrar metal, bloquear veículos em movimento e enfrentar múltiplos espíritos simultaneamente. Antes de se tornar Counter, foi policial; um acidente o deixou em coma e com amnésia, e ele agora tenta reconstruir sua identidade enquanto atua como a linha de frente nas batalhas do grupo.

Yoo Jun-sang, veterano do cinema e da televisão coreana, constrói o personagem com uma cómica sisudez que funciona perfeitamente como contraste com o humor mais descomprometido de So Mun. A dupla que Mo-tak e So Mun formam nas cenas de confronto é um dos motores de entretenimento mais eficazes da série.

Ahn Suk-hwan como Choi Jang-mul

O mais velho dos Counters, Choi Jang-mul (Ahn Suk-hwan), gerencia o restaurante com a autoridade calma de quem já viu de tudo. Seu poder — a capacidade de criar e dissolver barreiras territoriais que aprisionam espíritos malignos — é estrategicamente fundamental para o grupo, e sua função narrativa como mentor e figura paterna equilibra a dinâmica generacional do elenco. Ahn Suk-hwan traz para o personagem uma dignidade econômica que o torna imediatamente convincente como líder, sem jamais cair na caricatura do sábio impassível.

Ação, Efeitos e Estética Visual

As sequências de ação de The Uncanny Counter são um dos elementos mais celebrados da série. A coreografia de combate combina elementos de artes marciais com o uso criativo dos poderes individuais de cada Counter, criando batalhas que têm tanto lógica interna quanto espetáculo visual.

Os efeitos especiais — que incluem os traços luminosos que indicam o território marcado por barreiras, as transformações dos espíritos malignos e as explosões de energia nos confrontos de alto nível — são competentes dentro do orçamento de produção de um canal a cabo, embora alguns espectadores tenham apontado inconsistências ocasionais em relação às produções de maior escala.

A fotografia da série opera em dois registros deliberadamente contrastantes: os tons quentes e saturados do restaurante e das interações cotidianas, que reforçam a sensação de aconchego e comunidade, versus os tons mais frios e contrastados das sequências noturnas de caça a demônios, que demarcam o território do perigo. Essa divisão visual apoia a estrutura temática da série — a fronteira entre a vida ordinária e o sobrenatural — sem precisar explicar essa divisão em palavras.

O Demônio Usa Terno: a Crítica Social em The Uncanny Counter

The Uncanny Counter
Crédito: Netflix

Seria fácil — e equivocado — ler The Uncanny Counter como entretenimento puro desprovido de substância. A série usa consistentemente os espíritos malignos como metáfora para formas específicas de poder corrupto. Os demônios mais poderosos não habitam corpos marginalizados: eles se instalam em políticos, empresários, policiais de alto escalão e construtores.

A megaoperação de requalificação urbana que serve de pano de fundo para a primeira temporada é uma referência transparente aos escândalos de desenvolvimento imobiliário que sacudiram a Coreia do Sul de forma recorrente — casos em que interesses empresariais, conivência política e corrupção policial criaram estruturas quase impermeáveis à justiça.

O bullying escolar que So Mun enfrenta ao longo da série — e que está conectado a dinâmicas mais amplas de poder e impunidade — é tratado com seriedade e sem condescendência. Quando os Counters intervêm em situações que envolvem violência contra os mais fracos, a série faz uma declaração implícita sobre a falência das instituições formais de proteção: se a polícia está comprada e os adultos são indiferentes, resta às pessoas comuns — mesmo que empoderadas pelo sobrenatural — tomar partido.

É uma fantasia de intervenção justa numa sociedade que percebe as suas estruturas de justiça como insuficientes.

A ideia de que os espíritos parceiros Yung existem num plano de gestão que pode ser tão burocrático e hierárquico quanto qualquer organização humana — com superiores que definem regras, impõem limitações e nem sempre agem com a pureza moral que o posto sugeriria — adiciona uma dimensão de ironia estrutural que os espectadores mais atentos identificaram como um subtexto sobre a natureza das instituições em geral, sejam elas espirituais ou mundanas.

Impacto, Recordes e o Legado da Primeira Temporada

A primeira temporada de The Uncanny Counter tornou-se a série mais assistida da história do canal OCN, quebrando recordes de audiência que a emissora havia acumulado ao longo de décadas de produção de K-drama de gênero. Esse desempenho foi alcançado num período competitivo — dezembro de 2020 e janeiro de 2021 —, quando a pandemia havia acelerado dramaticamente o consumo de conteúdo em streaming e a concorrência entre séries coreanas por atenção global estava em seu pico histórico.

O fato de The Uncanny Counter ter se destacado nesse contexto diz muito sobre a qualidade do produto e sobre a fidelidade que gerou nos espectadores semana a semana.

Internacionalmente, a série construiu uma audiência significativa através da Netflix, que disponibilizou cada episódio logo após a exibição no OCN. Fóruns especializados em K-drama, comunidades no Reddit e canais de análise no YouTube foram inundados de discussões episódio a episódio — um indicador de engajamento qualitativo que transcende os números brutos de audiência.

A série também contribuiu decisivamente para a ascensão de Kim Se-jeong como atriz de ação, função que ela consolidaria no ano seguinte com Business Proposal, e para a projeção internacional de Jo Byeong-kyu.

A Segunda Temporada: Counter Punch e o Peso das Expectativas

Renovada em 2022, a segunda temporada — intitulada Counter Punch — estreou em julho de 2023 pelo canal tvN, três anos após os eventos da primeira. O mesmo elenco principal retorna, com a adição de novos personagens, entre eles um novo Counter chamado Na Jeok-bong (Kim Hyun-wook), personagem de perfil cômico exagerado que gerou opiniões intensamente divididas.

A temporada expande o universo da série para além da cidade de Jungjin e introduz antagonistas de alto impacto — especialmente o vilão Hwang Pil-gwang, interpretado com excelência por Kang Ki-young, e o anti-herói Ma Ju-seok, de Jin Seon-kyu, cujo arco moral é um dos pontos mais ricos da temporada.

A recepção da segunda temporada foi significativamente mais dividida do que a da primeira. Críticos e espectadores apontaram problemas de equilíbrio tonal — a oscilação entre cenas de violência intensa e comédia slapstick foi considerada irregular por parte do público —, além de questões de ritmo e desenvolvimento de personagens que a primeira temporada havia acertado com mais consistência.

Ainda assim, a temporada atingiu o Top 10 da Netflix em 13 países na semana de seu lançamento, confirmando que o universo dos Counters mantinha tração global mesmo com ressalvas narrativas.

Por Que Assistir: The Uncanny Counter Para Todos os Públicos

The Uncanny Counter tem um atributo raro no K-drama de fantasia: é simultaneamente acessível para quem nunca assistiu ao gênero e profundamente satisfatório para quem já o conhece bem. A premissa é explicada com clareza nos primeiros episódios sem condescendência; os personagens são imediatamente distintos e memoráveis; o ritmo não sacrifica a emoção pela ação nem vice-versa.

É uma série que pode ser assistida com a família, discutida com amigos ou analisada individualmente com atenção às camadas de subtexto — e funciona igualmente bem em todos esses contextos.

Para os fãs de ação, os confrontos com espíritos malignos entregam sequências de combate que evolui em escala e complexidade a cada episódio. Para os fãs de drama emocional, a dinâmica da família encontrada — quatro adultos com histórias quebradas e um adolescente que precisava de todas elas — é genuinamente comovente e nunca sentimentalista em excesso.

Para quem aprecia K-drama com substância temática, a crítica à corrupção política e ao abuso de poder que permeia a narrativa oferece material mais do que suficiente para reflexão.

E para quem simplesmente quer uma série que não deixe em momento algum a sensação de ter desperdiçado tempo — The Uncanny Counter entrega exatamente isso: dezesseis episódios de uma primeira temporada construída com cuidado artesanal, movida por personagens que o espectador passa a querer proteger, e alicerçada numa ideia que prova, mais uma vez, que o K-drama é capaz de transformar qualquer premissa — mesmo a de demônios capturados por cozinheiros de macarrão — em algo que parece completamente inevitável, como se nunca pudesse ter sido contado de outra forma.

Ficha Técnica

Título original경이로운 소문 (Gyeong-iroun Somun)
Título internacionalThe Uncanny Counter / Amazing Rumor / Demon Catchers
Direção (T1)Yoo Sun-dong
Direção (T2)Park Jae-bum
Roteiro (T1)Yeo Ji-na
Baseado emWebtoon Amazing Rumor de Jang Yi (Daum Webtoon, 2018)
ProduçãoHidden Sequence, Studio Dragon
Elenco principalJo Byeong-kyu, Kim Se-jeong, Yeom Hye-ran, Yoo Jun-sang, Ahn Suk-hwan
Elenco coadjuvanteChoi Kwang-il, Ok Ja-yeon, Yoo In-soo, Lee Hong-nae, Jung Won-chang
GêneroFantasia sombria, Ação, Sobrenatural, Drama
T1: Episódios / Duração16 episódios | ~70 minutos cada
T1: Exibição original28 de novembro de 2020 – 24 de janeiro de 2021
T1: EmissoraOCN (Coreia do Sul)
T2: Exibição original29 de julho – 16 de setembro de 2023
T2: EmissoratvN (Coreia do Sul)
ClassificaçãoTV-14
MyDramaList (T1)8,8/10
IMDb8,0/10
Destaque históricoSérie de maior audiência da história do canal OCN

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