
Você já teve aquele pesadelo onde está perdido em um lugar sem fim? Corredores amarelados, luz fluorescente piscando, carpete úmido sob os pés e um silêncio perturbador quebrado apenas pelo zumbido constante das lâmpadas. Se isso te soa familiar, você provavelmente já caiu no buraco dos Backrooms — e não está sozinho.
O que começou como uma simples imagem anônima postada em 2019 num fórum obscuro da internet se transformou no fenômeno de terror mais influente da década. Agora, em 2026, os Backrooms finalmente ganham vida nas telonas, dirigido por ninguém menos que A24 em parceria com o criador do viral Kane Parsons.

A origem dos Backrooms é quase tão misteriosa quanto o próprio conceito. Em maio de 2019, um usuário anônimo do 4chan postou uma foto granulada de um espaço comercial vazio — paredes amarelas desbotadas, lâmpadas fluorescentes, carpete bege gasto. A legenda dizia algo como:
“Se você não tiver cuidado e ‘sair da realidade’ nos lugares errados, você vai acabar nos Backrooms, onde não há nada além do fedor de carpete velho úmido, a loucura do mono-amarelo, o zumbido interminável das luzes fluorescentes no máximo de sua capacidade, e aproximadamente seiscentos milhões de milhas quadradas de salas vazias aleatoriamente segmentadas para ficar preso.”
Simples. Perturbador. Genial.
A ideia viral explodiu: e se existisse um não-lugar — um espaço liminal entre a realidade que conhecemos e… outra coisa? Um labirinto infinito de salas de escritório abandonadas onde você poderia “cair” acidentalmente, condenado a vagar eternamente.
Enquanto milhares de pessoas criavam histórias, níveis e criaturas para expandir a mitologia dos Backrooms, um adolescente de 16 anos chamado Kane Parsons (nome artístico: Kane Pixels) decidiu fazer diferente. Em janeiro de 2022, ele lançou no YouTube o vídeo “The Backrooms (Found Footage)”.
O resultado? Puro terror visceral em 9 minutos.
O vídeo mostra uma câmera granulada de segurança capturando o momento exato em que um cinegrafista “atravessa” a realidade durante uma obra e cai nos Backrooms. O que se segue é uma jornada claustrofóbica através de corredores idênticos, com algo perseguindo o protagonista — uma criatura não totalmente visível, apenas sugerida por sons guturais e movimentos rápidos nas sombras.
A estética de found footage de baixa qualidade, combinada com CGI surpreendentemente sofisticado e design sonoro assustador, criou algo único. Kane não explicava. Não havia lore forçada. Apenas terror puro e imersivo.
O vídeo viralizou instantaneamente. Hoje, sua série no YouTube acumula mais de 200 milhões de visualizações combinadas.
Os Backrooms não são apenas um corredor amarelo infinito. A comunidade online desenvolveu uma hierarquia complexa de níveis, cada um mais perigoso e bizarro que o anterior:

Nível 0 — The Lobby: O clássico. Salas de escritório vazias, carpete molhado, luzes zumbindo. Relativamente “seguro”, mas psicologicamente devastador.
Nível 1 — Habitable Zone: Depósitos industriais infinitos. Você pode encontrar suprimentos aqui. E outras “coisas”.
Nível 2 — Pipe Dreams: Túneis de manutenção escuros. O calor é insuportável. Você ouve vapor escapando. E passos que não são seus.
Nível 6 — “Lights Out”: Escuridão total. Sua lanterna não funciona direito. Você não quer saber o que vive aqui.
Nível FUN =): Talvez o mais perturbador. Parece uma festa infantil dos anos 90, com decoração colorida e balões. Mas tem algo profundamente errado. As “entidades” aqui querem que você fique. Para sempre.
Existem literalmente centenas de níveis catalogados por fãs, cada um com suas regras, perigos e horrores específicos.
Você não está sozinho nos Backrooms. Nunca está.
Hounds (Cães): Criaturas sem pele que perseguem pelo som. Se você correr, eles te encontram.
Smilers: Tudo que você vê é um sorriso branco flutuando na escuridão. Até eles decidirem que viram você também.
Skin-Stealers: Imitam pessoas. Perfeitamente. Até você perceber que a “pessoa” te seguindo não pisca. Nunca.
Partygoers =): Habitantes do Nível FUN. Querem te transformar em um deles. O processo não é… agradável.
A genialidade está na ambiguidade. Você nunca sabe se está realmente vendo algo ou se sua mente está quebrando.
Quando a A24 (estúdio por trás de obras-primas como Hereditário e Midsommar) anunciou a adaptação cinematográfica dos Backrooms com Kane Parsons na direção, a internet explodiu.
O filme, lançado em março de 2026, mantém a estética de found footage do material original, mas expande a narrativa. A sinopse oficial é deliberadamente vaga:
“Um grupo de pesquisadores investiga relatos de desaparecimentos em um complexo comercial abandonado. O que eles descobrem desafia toda compreensão da realidade física.”
O elenco inclui Lukita Maxwell (Shrinking), Mark Duplass, Avan Jogia e Finn Bennett, todos atores conhecidos por escolherem projetos arriscados e autorais.
O diferencial? Kane insistiu em usar efeitos práticos sempre que possível. Os corredores foram construídos em sets reais, com quilômetros de carpete velho e centenas de lâmpadas fluorescentes. O resultado é uma textura tátil e visceral que CGI sozinho nunca conseguiria.
As primeiras reações de críticos que assistiram em festivais usaram palavras como “claustrofóbico”, “nauseante” e “brilhantemente perturbador”. Alguns relataram dificuldade para dormir depois da sessão.
O terror dos Backrooms toca algo primitivo no cérebro humano: medo do desconhecido combinado com o familiar distorcido.
Não são monstros óbvios. Não é gore explícito. É a ausência. A sensação de estar em um lugar que deveria ter pessoas, mas não tem. Luz que deveria indicar segurança, mas deixa tudo mais sinistro.
Psicólogos chamam isso de “Uncanny Valley espacial” — quando um ambiente é familiar o suficiente para reconhecermos, mas errado o suficiente para nosso cérebro gritar que algo está muito, muito errado.
Somado ao conceito de infinitude — você pode andar para sempre e nunca encontrar uma saída — temos a receita perfeita para terror existencial.
Os Backrooms transcenderam o status de “creepypasta viral”. Eles criaram:
E agora, um filme de grande orçamento que pode redefinir o terror found footage para uma nova geração.
1. YouTube — Série Kane Pixels: Comece pelo vídeo original “The Backrooms (Found Footage)” e siga a cronologia criada por Kane.
2. Wikidot — Backrooms Wiki: Mergulhe profundamente na lore completa. Cuidado: é um buraco sem fim (literalmente).
3. Videogames:
4. Cinema: Procure o filme em cartaz a partir de março de 2026.
A pergunta que a comunidade adora fazer: você já teve aquele déjà vu estranho em um corredor de hotel? Aquela sensação estranha em um estacionamento vazio tarde da noite? O pressentimento inexplicável de que está fora da realidade por um segundo?
Talvez você tenha quase tropeçado para fora do mundo real. Talvez, por um momento, tenha tocado a fronteira.
E se nas próximas vezes… você não tiver tanta sorte?
Os Backrooms esperam. Infinitos. Vazios. Zumbindo.
Você consegue ouvir as luzes?
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